Setores em crescimento e oportunidades para agentes de carga.

Esperávamos algumas mudanças para 2020, mas o início dessa nova década separou uma verdadeira revolução em praticamente todos os setores das nossas vidas, desde nossa forma de nos relacionarmos com parentes e amigos até a nossa forma de trabalho.


Mais uma vez nosso país foi dividido, dessa vez, a polarização foi entre a saúde e economia, porém pouco se nota que ambos são interrelacionados e um só existe se o outro existir. Stefanelo Eugenio, Doutor em Engenharia de Produção, Mestre em Economia Rural e Engenheiro Agrônomo, compartilhou com sua rede um texto, de autoria própria, sobre a atual situação que presenciamos hoje e a importância do equilíbrio entre economia e vida.


“ [...] vida e economia são necessárias a continuidade da nossa existência. Sem vida não há economia e sem economia funcionando não há trabalho, renda, consumo (satisfação das necessidades básicas), investimento, crescimento e desenvolvimento, ou vida.”

Assim como as demais crises enfrentadas no comércio exterior, na atual, teremos a oportunidade de observar, refletir, aprender e reagir. Esse é o ano de mudanças, o ano que mudará o velho conceito que temos de comércio exterior, o ano que ocorrerá o processo de entrada da 4ª revolução industrial na sociedade.


Os principais sinais das mudanças que estamos prestes a enfrentar, foram na área da tecnologia. Notamos os benefícios da automatização que permitiu a entrada de produtos na China e Europa durante período de isolamento da população. A possibilidade de trabalho remoto, que se tornou mais comum. E também os benefícios de economia colaborativa e criativa, como aplicativos de entregas, empresas se ajudando, ensino a distância e descontos. É claro que em todas as categorias citadas, ainda temos muito para amadurecer, mas os primeiros passos já foram dados.


Para conseguir um planejamento a longo prazo, a empresa precisa existir em curto prazo, porém muitas corporações estão sentindo dificuldade em sobreviver, continuar projetos e se manter competitivas no mercado. Este artigo abordará algumas oportunidades para empresas de logística internacional para sobreviverem a esse desafiador momento histórico.


A busca por novos setores pode ser uma boa estratégia para agentes de carga conseguirem aumentar sua competitividade. Para isso, o primeiro estágio é a identificação de novas oportunidades.


Há diversas pequenas e médias empresas que possuem o desejo de exportar bens ou serviços. O desenvolvimento desse cliente e a inserção dele no mercado internacional deve ser considerada, mesmo que a consultoria não seja o foco principal da empresa, esse não é o momento de dispensar possíveis clientes.


Outra estratégia, é a investigação de setores, que mesmo com a volatilidade dos negócios, continuam crescendo, como é o caso da agropecuária. A exportação de diversos commodities como soja, carne bovina, aves, suínos, algodão e açúcar, registraram alta em março, comparado ao mesmo período em 2019, ou seja, há crescimento nesse setor. A desvalorização do real frente ao dólar também colabora para manter os preços dos commodities mais competitivos no mercado internacional.


A indústria de produtos de limpeza e higiene também está em ascensão, diversas marcas internacionais e brasileiras estão registrando a maior alta de vendas em todos os tempos. O Reino Unido registrou um aumento de 255% do consumo de desinfetantes para as mãos (pesquisa realizada pela Kantar). Esse exemplo demonstra que quando o hábito de consumo da população muda, os negócios mudam.


Isso indica que, mesmo durante o tenso período que estamos enfrentando, a indústria, complexos logísticos e profissionais continuam empenhados para movimentação da balança comercial e vendas.


A demanda por equipamentos médicos hospitalares também cresce no Brasil e no mundo, esse setor deve ser estudado, pois o governo brasileiro e órgãos anuentes estão facilitando a importação desses produtos e reduzindo barreiras tarifárias e não tarifárias.



Artigo escrito por Kauana Pacheco para UxComex

Kauana tem seis anos de experiência no comex, é formada em Negócios Internacionais e cursa pós graduação em Big Data & Market Intelligence. É criadora da página de conteúdo sobre comércio exterior, ComexLand, onde escreve sobre economia global e comércio internacional.


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