Qual o desafio para inserção internacional das empresas?

Cada vez mais o cenário global se apresenta com crescimento exponencial da tecnologia e interconectividade entre países, fato já notado pela maioria das pessoas e, em especial, empresas que atuam ou vislumbram a atuação no comércio internacional.


É notado que o processo de descentralização produtiva impacta diretamente em nossas vidas, até mesmo daqueles que nem mesmo imaginam o que seja o comércio exterior. Exemplificando através de um utensílio muito comum para a maioria das pessoas, podemos pensar no processo produtivo de um automóvel, o qual tem matéria-prima, outros recursos e serviços advindos de diversos países até que seja entregue ao consumidor final. Necessariamente as relações em qualquer âmbito trazem como essencial o contato com o exterior.



Podemos notar em nosso cotidiano quando conseguimos atingir um objetivo de comunicação com eficiência em menos de um segundo, sendo que há pouco tempo atrás, os meios mais velozes de se comunicar não tinham nem mesmo um terço da versatilidade que hoje possuímos em mãos.


Sem dúvidas este foi – e tem sido – um trabalho construído por muitas mentes e mãos, o qual nos permitiu chegarmos a este patamar de conforto e interconectividade entre fronteiras, porém isso também traz alguns efeitos colaterais que devemos nos atentar.


A facilidade exponencial do fluxo de bens e serviços em escala global nos atenta para questões como a mentalidade do empresariado brasileiro, o qual por muitas vezes opta por trabalhar com o mercado local e não pesa as consequências da internacionalização e sua essencialidade, já que atualmente não se concorre somente com seu vizinho e com o empresário de outra cidade, mas sim com empresas de escala global. Um grande exemplo disso que pude notar em minha cidade, é que muitas livrarias tradicionais estavam encerrando suas atividades. Isso significa que até mesmo os mais fiéis leitores e clientes deixaram de ler? Muito pelo contrário! Eles optaram por facilidades e serviços adicionais que vinham juntamente com seu produto e, por conta da simplicidade na qual se adquire um bem internacional, continuaram comprando seus livros preferidos através de plataformas diversas, algumas inclusive de fora do Brasil.


Quando se pensa a respeito, é comum que haja preocupação, já que os meios tradicionais de manutenção de mercados – inclusive internos – estão cada vez mais obsoletos. Porém é compreensível também que haja certa incerteza e insegurança por parte deste empresariado local por conta de questionamentos como: mas será que meu produto será aceito no exterior?; meu produto ou serviço é muito comum, como posso concorrer com o âmbito internacional e ainda sim possuir mercado?; internacionalizar é muito complexo, onde vou encontrar amparo para conseguí-lo se meu tempo está completamente comprometido com os processos da empresa?; o investimento inicial para internacionalizar é alto. E se eu não obtiver retorno?; entre outros questionamentos que todos nós já estamos familiarizados.



Por este motivo, o trabalho que realizamos em cadeia é essencial. Um dos ativos mais importantes dos dias atuais é a informação e, com a ajuda de grandes nomes, instituições, empresas e atores locais e internacionais públicos e privados, a informação tem sido difundida. Porém aquilo que se faz com a informação é que traz o conhecimento. E se existe algo que sempre ressalto em minhas aulas e palestras, é que a autorresponsabilidade é essencial em qualquer âmbito da vida e, consequentemente, da mesma forma é para as relações empresariais. Não existe cliente internacional que irá comprar um produto pois o empresário é uma boa pessoa. Muito menos para auxiliar a empresa em questão. Por este motivo é fundamental que tenhamos discernimento de compilar informações, transformá-las em conhecimento e criar projetos mensuráveis para a internacionalização de nossas empresas.


Espero que tenha conseguido vos atentar para questões de extrema importância neste artigo de lançamento aqui no ComexLand. Assim, ressalto que, dentre meus conhecimentos e experiências, ao longo de meus artigos trarei palavras que poderão auxiliar na resposta destes questionamentos que mencionei, tanto quanto meios para a execução de tais no cotidiano das empresas.


Sou Nilo Scandaroli, Profissional das Relações Internacionais; Sócio-Diretor da empresa Joint Company Negócios Internacionais; Chefe de Operações da Zeit Org e Professor de Networking.

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