Mulheres que fazem história no Comércio Exterior


Segundo o pai da administração, Peter Drucker, foram duas as mudanças revolucionárias na força de trabalho dos países desenvolvidos: a explosão da educação avançada e a investida das mulheres na carreira fora de casa.


Mesmo assim, atualmente, percebe-se que as mulheres ainda precisam quebrar algumas barreiras. Pesquisas apontam que mesmo mais instruídas, ou seja, com maior grau de formação, mulheres recebem salários e ocupam cargos inferiores aos homens. Nesse sentido, ainda há uma grande discrepância entre cargos de liderança que são ocupados pelo sexo masculino, em sua maioria:





Gráfico: Valor Econômico


Mesmo diante destas diferenças, muitas mulheres conseguem alcançar grandes conquistas no mercado de trabalho e devem ser valorizadas por isso.


Recentemente, o mundo foi surpreendido com a notícia de que, após quase 26 anos de sua criação, uma mulher irá assumir a diretoria geral da Organização Mundial de Comércio pela primeira vez. Ngozi Okonjo-Iweala vai suceder a Roberto Azevêdo na OMC e com um enorme desafio, uma vez que o mundo está sofrendo uma pandemia.



Segundo uma pesquisa realizada pelo HUB Mulheres No Comex, entre 2018 e 2019, 58% dos profissionais que atuam no Comércio Exterior eram mulheres, com alto nível de escolaridade e idade entre 31 e 45 anos. Outros números da pesquisa mostraram que:


  • 54% das mulheres possuem o nível de escolaridade em Pós-graduação, contra 46% dos homens;

  • 54% das mulheres entrevistadas ocupavam cargos de assistentes ou analistas, enquanto os homens 24%;

  • 31% das mulheres ocupavam cargos gerenciais, contra 32% dos homens; e

  • 13% das mulheres são empreendedoras (donas do próprio negócio), enquanto os homens 42%.


Em 2019, a Organização Marítima Internacional (IMO) lançou um novo logotipo para o programa Mulheres na Marinha visando apoiar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas 5: “alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas”.





O objetivo do Mulheres da Marinha é garantir através de “treinamento, visibilidade e reconhecimento” que mulheres possuam os mais altos níveis de competência que o setor marítimo exige.






Daisy Lima da Silva é a primeira brasileira a comandar um porta-contêiner, na companhia Aliança Navegação e Logística. Como comandante, ela é responsável por orientar a navegação, seguir a legislação de onde navega, desenhar estratégias para a organização e percurso da carga, e, principalmente, administrar sua equipe.


O principal desafio de sua carreira é administrar as relações pessoais dentro e fora do trabalho. Ela afirmou que precisou se esforçar e trabalhar mais do que seus colegas (homens) para ser respeitada, mas que muitos a ajudaram também, reconhecendo seu trabalho e dando referências positivas.


A tecnologia ajuda cada vez mais mulheres a conquistar espaço no setor portuário, o processo de automação, além de trazer agilidade e eficiência ao porto e às operações, quebra o paradigma de que para trabalhar em portos o profissional deve ser “um homem forte”. Todos os anos percebemos complexos portuários quebrando barreiras e contratando mais mulheres para assumir os mais diferentes cargos em suas equipes.


No ano passado a Emirates apresentou mulheres que tripulam sozinhas em um Boeing 777 Cargueiro, a companhia aérea ressaltou que as mulheres estão cada vez mais presentes na aviação e no Comércio Internacional e que há mulheres de mais de 160 nacionalidades nas mais variadas funções na empresa.


A capitã americana Ellen Roz e a primeiro oficial australiana Heidi McDiarmid vão de Frankfurt para a Cidade do México, seguem adiante para Quito, Aguadilla, Amsterdã e, finalmente, para Dubai, transportando diferentes tipos de cargas.


Mesmo notando um movimento em direção à igualdade por parte de muitas empresas e cada vez mais mulheres alcançando cargos almejados, essa é uma pauta importante e que deve sempre estar em nossas discussões, temos ainda muito o que evoluir!




No dia a dia do Comex são diversas as mulheres que contribuem com o desenvolvimento do nosso país através do Comércio Exterior e de Negócios Internacionais, mulheres que nos inspiram e nos motivam a ir cada vez mais longe... envie esse artigo para elas!



Artigo escrito por Kauana Benthien A. Pacheco








Kauana é formada em Negócios Internacionais e é pós-graduanda em Big Data & Market Intelligence. É fundadora da agência de marketing focada em Comércio Exterior, a ComexLand.


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