FERIADO CHINÊS, PANDEMIA E LOGÍSTICA.

O Ano Novo chinês possui uma data flexível, pois é comemorado de acordo com o calendário lunar, variando assim de ano para ano, o período de comemoração marca a maior migração humana anual do mundo, onde pessoas viajam para reencontrar familiares. Esse ano, a comemoração será entre os dias 12 e 26 de fevereiro e o animal escolhido é o boi, conhecido por sua lealdade, disciplina e determinação, características relacionadas à prosperidade e ao sucesso.


ANO NOVO CHINÊS E A PANDEMIA


A China vem se preocupando em vacinar o máximo de pessoas possíveis pensando também na logística do feriado, evitando pico de contaminação durante o período. A meta é vacinar 50 milhões de pessoas até a data de início das comemorações. Porém, com o novo surto, o governo decidiu impor lockdowns em determinadas áreas, abrangendo cerca de 20 milhões de pessoas. Esse será o segundo ano em que as festividades serão impactadas, no ano passado, quando o país já enfrentava o início da pandemia, várias cidades cancelaram as cerimônias de Ano Novo que aconteceriam no final de janeiro.


LOGÍSTICA DURANTE O PERÍODO DO ANO NOVO CHINÊS


Algumas das preocupações de importadores de todo o mundo durante esse período de Ano Novo Chinês são a falta de contêineres e de espaço aéreo, e a redução das rotas, dificultando as operações e elevando os custos, pois as empresas chinesas pausam suas atividades durante o período das festividades, causando alguns atrasos nas liberações das cargas. Esse período é conhecido como “Peak Season”, no português, “Alta Temporada”, armadores da China já cobram, inclusive, uma taxa extra denominada PSS (Peak Season Surcharge) que varia entre US$300 e US$450 por container.


No entanto, além do feriado, há o agravante da pandemia. Então, assim como em 2020, os navios atracados em portos chineses estão passando por uma inspeção e quarentena, aumentando o lead time, e acarretando demais problemas como o congestionamento nos portos, que gera atraso nas rotas.


Empresas já solidificadas no mercado, antecipam as programações dos embarques para evitar a falta de mercadorias, atrasos e custos elevados decorrentes do feriado anual e esse ano ainda mais atípico por causa da pandemia.


ECONOMIA CHINESA 2020/21


O Escritório Nacional de Estatísticas da China anunciou que a economia chinesa cresceu 2,3% em 2020 em relação à 2019, apesar do resultado positivo, esse é o menor valor registrado em 44 anos no país. Estudos do Banco Mundial temem que a economia dos Estados Unidos sofra contração de 3,6% e que a da zona do euro recue ainda mais, 7,4%.

No entanto, a China não apresentou resultados positivos durante todo o ano de 2020, no 1º semestre, houve uma queda histórica de -6,8%, mas com o relaxamento das medidas de isolamento e reabertura das fábricas, o país conseguiu retomar suas atividades e registrar crescimento em relação a 2019. Por ser o país epicentro da pandemia, quando o vírus estava chegando no resto do mundo, entre março e abril, a China já estava voltando a funcionar, produzindo e exportando insumos para combater a pandemia em todo o mundo, além de outras mercadorias.


A China é a principal parceira nas nossas importações e exportações, no ano passado, a relação foi superavitária para o Brasil em US$33,64 bilhões, sendo US$67,68 bilhões em exportações para a China e US$34,04 bilhões de produtos chineses importados pelo Brasil.


O produto brasileiro de maior destaque nas exportações foi a soja, com 31% de mercado e US$20,9 bilhões seguida do minério de ferro, com 31% e um valor de US$18,5 bilhões. Já nas importações, a indústria de transformação é responsável por quase todos os produtos chineses que chegam ao Brasil, variando bastante entre equipamentos de telecomunicações, válvulas, diodos, plataformas, embarcações, máquinas e aparelhos elétricos no geral, dentre outros.



Iara é graduanda em Relações Internacionais e Comércio Exterior. Produtora de conteúdo na página ComexLand com experiência de mercado na área comercial, de logística e importação.

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