Diversificação de mercado - Como fazer?

Em 2020 foi possível notar como o Brasil e diversas outras nações dependem do gigante asiático, isso ocorre porque a China, atualmente, possui a maior economia do mundo sendo fornecedora de matéria prima e suprimentos para mais de 20 países.


Pela primeira vez em 30 anos, o gigante asiático contraiu sua produção (- 30%) e consequentemente reduziu suas exportações (- 17,2%), gerando consequências a nível global.


O principal produto exportado pela China e o que faz com que tantos países dependam dela, são produtos da indústria da transformação, ou seja, aqueles que se transformarão de matéria prima para produto final.


Atualmente os principais países que dependem da China são: Hong Kong, Austrália, Chile,Indonésia,Iraque,Mongólia,Nova Zelândia,Coreia do Norte,Peru,Cingapura,Coreia do Sul,Sudão,Taiwan e Brasil.


Depender apenas de uma nação para fornecer ou para vender produtos pode trazer oportunidades, mas também ameaças. Todas as adversidades que ocorrem em determinada nação irão refletir na nação dependente, em fatores políticos, econômicos, sociais, tecnológicos, ambientais ou legais.



Exemplos de oportunidades: Mão de obra barata, preços baixos, competitividade de mercado, qualidade na oferta, redução de burocracias, entre outras oportunidades.

Exemplos de ameaças: Política externa e relações internacionais entre países, crise, escassez no mercado, produção em excesso, desperdício, poder de um país perante o outro, entre outras ameaças.


A diversificação de mercado:


Diversificação de mercado é a estratégia que fraciona a compra e venda entre diferentes mercados, dessa forma, reduz possíveis riscos que podem ocorrer entre as duas partes, caso ocorra algum desvio do planejado em determinada nação.


Há duas formas de um país diversificar suas operações comerciais, investir no mercado nacional ou internacionalizar para nações diferentes.


Um exemplo atual, é a tentativa frustrada do Brasil de comprar respiradores da China. A negociação não foi concluída porque os Estados Unidos possuem maior poder de compra, sendo assim, o gigante asiático desfez a negociação comercial com empresas brasileiras e priorizou a venda para companhias americanas. O Brasil por sua vez, resolveu produzir os próprios respiradores ao invés de escolher outro país para comprar.


O Brasil é considerado um país conservador, ou seja, que possui receio em assumir grandes riscos, seja em investimentos ou na internacionalização.Na balança comercial, percebe-se que compramos dos mesmos fornecedores, vendemos os mesmos produtos e para os mesmos compradores.


O que muitas empresas não percebem é que, às vezes, não diversificar, pode ser um risco ainda maior. Os benefícios da diversificação são inúmeros, desde o aumento de oportunidades e clientes para empresas até o fortalecimento da marca.


Como diversificar:


A primeira etapa para diversificação é o estudo e análise de mercado,universidades oferecem esse serviço para comunidade de forma gratuita ou com valor simbólico, sendo ideal para pequenas e médias empresas que buscam informações relevantes sobre seu campo de atuação, seu negócio, sua concorrência e especialmente seus clientes.


Após o estudo e análise de mercado realizado, deve ser analisado custos, riscos, oportunidades, para a definição de um planejamento para o projeto. Seguir o método de design thinking pode ser muito importante para essa etapa, sempre seguindo as etapas de análise, ideação e desenvolvimento.


Para a análise e tomada de decisão é importante possuir um software capaz de decodificar dados e transformar em informações equivalentes para o processo. A comunicação com empresas e profissionais da área, em que a empresa está diversificando, deve ser levada em consideração para conhecer mais sobre possíveis desafios.



Agora é com você, leitor! Comente uma área que você acha o Brasil precisa diversificar!



Artigo escrito por Kauana Benthien A. Pacheco ©

Kauana tem seis anos de experiência no comex, é formada em Negócios Internacionais e cursa pós graduação em Big Data & Market Intelligence. É criadora da página de conteúdo sobre comércio exterior, ComexLand, onde escreve sobre economia global e comércio internacional.


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