Crise no Afeganistão

Um dos assuntos mais comentados mundialmente nos últimos dias é a crise no Afeganistão que fora desencadeada pela tomada do poder pelo grupo extremista Talibã. A preocupação com o aumento da violência, com a discriminação contra mulheres e demais retrocessos que o país está prestes a sofrer com a chegada dos novos comandantes têm sido motivos de preocupação em todo o mundo por todos que temem pela população local.


A notícia veio à tona mundialmente quando no dia 15 de agosto o Talibã tomou o controle do Afeganistão e o então presidente renunciou deixando o país imediatamente para evitar maiores conflitos. Na tentativa de fugir do país, o aeroporto da capital afegã, Cabul, tem sido palco de aglomerações e tumultos que na última semana terminou com algumas mortes enquanto milhares de pessoas tentavam desesperadamente conseguir sair do país em algum avião das forças dos Estados Unidos, que controlam o local. Autoridades de Washington D.C. divulgaram que os EUA já conseguiram retirar cerca de 2,5 mil norte-americanos que ainda estavam no Afeganistão.


Com uma população de aproximadamente 40 milhões de pessoas, o país sem litoral localizado no centro da Ásia faz fronteira com o Paquistão, com o Irã, Turcomenistão, Uzbequistão e com a China.


O que é o Talibã?


O grupo extremista sunita surgiu em 1994 formado por ex guerrilheiros e já governou o Afeganistão anteriormente: entre 1996 até a invasão dos Estados Unidos em 2001.


Devido ao seu histórico de intolerância e privação de direitos, o grupo terá dificuldade em ser reconhecido diplomaticamente por outras nações, a Organização das Nações Unidas (ONU) já se manifestou através da imposição de sanções ao Talibã, assim como os EUA.


Como o Comércio Exterior será impactado?


O Afeganistão está na lista dos países mais pobres do mundo e possui uma economia baseada na agricultura e na mineração.


A maior preocupação do mercado econômico com a atual situação do país não é diretamente com o Afeganistão, visto que suas importações e exportações não possuem tanta relevância na economia internacional. Porém, os novos ataques que podem ocorrer no Oriente Médio são alvo de preocupação de especialistas que temem o aumento da volatilidade dos mercados e atingirão diretamente os Estados Unidos, a Europa, a China, a Rússia e o mercado do petróleo como um todo.


Em relação ao Brasil, no último ano nós importamos cerca de US$0,2 milhões em produtos oriundos do Afeganistão, sendo os principais componentes da pauta: instrumentos e aparelhos de medição, verificação, análise e controle, torneiras válvulas e dispositivos semelhantes, ferramentas para uso manual ou em máquinas, sabão, preparações de limpeza e de polimento e máquinas e aparelhos elétricos.


A Balança Comercial entre os dois países foi superavitária para o Brasil, que exportou US$37,4 milhões em produtos para o Afeganistão, sendo as carnes de aves o principal destaque com 80% de participação seguido do milho, leite, café e especiarias.


Iara é graduada em Relações Internacionais e Comércio Exterior. Produtora de conteúdo na página ComexLand com experiência de mercado na área comercial, de logística e importação.


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