Como foi o 1º semestre do ano para o Comércio Exterior Brasileiro?

No início de cada mês, o Ministério da Economia divulga os dados da Balança Comercial Brasileira registrados no mês anterior, disponibilizando assim detalhes de tudo que o Brasil importou e exportou no período. Nessas informações divulgadas, é possível saber o valor exportado e importado no período, o volume, os principais produtos negociados, o destino das nossas exportações, as origens dos produtos que importamos e muito mais.


Quando as exportações superam as importações, a Balança registra superávit comercial, caso o valor das importações seja maior que o das exportações, é déficit. Nesses primeiros seis meses de 2021, apenas em janeiro a Balança registrou déficit, nos outros 5 meses, as exportações foram maiores que as importações.


Quanto o Brasil exportou e importou nesse período?


O superávit da Balança Comercial do primeiro semestre desse ano, inclusive, foi o maior da série histórica, que é contabilizada desde 1989, registrando o valor de US$ 37,5 bilhões, valor quase 70% superior ao que foi registrado no primeiro semestre do ano passado, quando o superávit foi de US$ 22,3 bilhões. Apesar da alta discrepância, não podemos esquecer que no 1º semestre de 2020 o mundo estava enfrentando a fase mais crítica da pandemia de Covid-19, com duras restrições que impactavam a produção em todo o mundo e a demanda de muitos produtos não essenciais foi drasticamente afetada.


As exportações nesses seis primeiros meses do ano somaram US$ 136,7 bilhões, e as importações totalizaram US$ 99,2 bilhões. A alta nas exportações é reflexo direto do aumento da demanda asiática, onde concentram-se os principais destinos das nossas exportações. Com o aumento da demanda de produtos cujo Brasil é referência em produção e exportação as exportações vêm ganhando muito mais notoriedade em relação às importações.


Quais os principais produtos negociados pelo Brasil?


Os produtos agropecuários estão sempre em destaque na nossa pauta exportadora, sendo a soja, o café, a carne bovina e o algodão os principais destaques desse primeiro semestre. Carro chefe das exportações brasileiras, os embarques do complexo de soja, que inclui o grão, o farelo e o óleo, também registraram recorde histórico para o período, totalizando 70,8 milhões de toneladas nesses 6 primeiros meses.


No ramo da indústria extrativa, houve alta nos embarques de minérios de ferro e de cobre e óleos de petróleo, que foram beneficiados pela valorização do produto nos mercados internacionais. Na indústria de transformação, os combustíveis, aço, aeronaves e seus componentes se destacaram.


O desempenho do setor agropecuário foi quase 30% superior em relação ao primeiro semestre de 2020, nas exportações da indústria extrativa houve alta de 77%, impulsionada pelas compras de minério de ferro da China, e a indústria de transformação cresceu 22,6%. Nas importações, os bens intermediários foram os maiores destaques da Balança, com ênfase para os produtos químicos, insumos eletroeletrônicos, adubos e fertilizantes.


Expectativas até o final do ano


Apesar de ainda estarmos enfrentando diversos problemas decorrentes da Covid-19, a grande maioria dos nossos principais parceiros comerciais (China, Estados Unidos e União Europeia) já estão recuperados. Assim, as previsões da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) estão otimistas para esse ano. A expectativa de aumento nas importações é de quase 30% e nas exportações, 46,5% com a possibilidade de recorde histórico de US$307,5 bilhões exportados no ano.


Iara é graduada em Relações Internacionais e Comércio Exterior. Produtora de conteúdo na página ComexLand com experiência de mercado na área comercial, de logística e importação.

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