Como as mulheres revolucionaram o comércio exterior

A partir de 1908 o primeiro dia da mulher foi estabelecido no mês de maio, nos Estados Unidos, ao decorrer dos anos diversos protestos e manifestações ocorreram e mulheres do mundo inteiro pediam igualdade econômica e política no país onde viviam.


Próximo do desfecho da primeira guerra mundial, quase 100 mil mulheres manifestaram-se, na Rússia, sobre as péssimas condições de trabalho e a fome, o protesto foi mundialmente conhecido como “Pão e Paz” e ocorreu no dia 8 de março.


Somente 20 anos depois, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional de igualdade entre homens e mulheres, e no final da segunda guerra, oficializou a data 8 de março como “Dia Internacional da Mulher”.

“Houve duas mudanças revolucionárias na força de trabalho dos países desenvolvidos: a explosão da educação avançada e a investida das mulheres na carreira [...]” - Peter Drucker

Peter Drucker, o pai da administração moderna, estava certo. A educação e as mulheres no mercado de trabalho foram revolucionárias para as nações que se tornaram desenvolvidas.


As mulheres têm um papel muito importante no mercado de trabalho, pesquisas afirmam que a feminização nas empresas trouxeram mudanças significativas no ambiente de trabalho e nas negociações. Desde coisas simples, como um ambiente mais limpo e humanizado até a otimização do tempo e redução de erros.


No cenário atual, as mulheres dominam os escritórios de comércio exterior e logística internacional, principalmente como analistas e supervisoras de operações.


Segundo o artigo “External Trade Effects on Woman Employment: the Case of Brazil” escrito por Marta Reis Castilho, nas exportações, as mulheres correspondem às seguintes participações: 34%, 44% e 53% (nas categorias de baixa, média e alta qualificação respectivamente). Já nas importações as mulheres ocupam uma parcela maior dos empregos de qualificação mais elevada (32,4%) e um percentual menor para os de menor qualificação (28,9%).


Pesquisas afirmam que mulheres possuem características importantes para cargos de gerência, pois possuem além do senso crítico aguçado, habilidades de se relacionar. Além disso, a procura das mulheres por cursos como Comércio Exterior, Relações Internacionais e Negócios Internacionais crescem todos os anos.


As mulheres que possuem cargo de gerência possuem de 25 a 35 anos e são pós graduadas, buscam por perfeccionismo e tem a habilidade de realizar diferentes tarefas ao mesmo tempo.


Analisando todas as qualidades de se ter mulheres no mercado de trabalho, surgem questionamentos por algumas pessoas, sobre o motivo que esse assunto ainda é discutido, uma vez que as mulheres já ocupam bastante espaço no mercado.


A primeira mulher com cargo de diretoria na companhia marítima Maersk, afirma que a igualdade de remuneração é tangível, porém o grande desafio é promover as mesmas oportunidades para homens e mulheres. Por esse motivo a Maersk possui uma política de igualdade para ambos os sexos.


Como citado acima, mulheres estão ocupando cargos operacionais, porém muitas vezes não conseguem se desenvolver na carreira para cargos mais altos, por uma errônea tradição de corporações em optar diretores do sexo masculino, ou muitas vezes são desrespeitadas e/ou diminuídas em seu dia a dia. Portanto, esse assunto e outros como, diferenças salariais entre homens e mulheres, ainda deve ser muito discutido.


As profissionais terão um grande propósito na 4ª revolução industrial e é isso que vamos ver no próximo artigo da semana da mulher!


Artigo escrito por Kauana Benthien A. Pacheco


Kauana tem seis anos de experiência no comex, é formada em Negócios Internacionais e cursa pós graduação em Big Data & Market Intelligence. É criadora da página de conteúdo sobre comércio exterior, ComexLand, onde escreve sobre economia global e comércio internacional.

23 visualizações