A PARTICIPAÇÃO DO PETRÓLEO NO COMÉRCIO EXTERIOR

Atualmente, muito se fala sobre as fontes de energias renováveis como a energia eólica, solar e geotérmica, o assunto vem tomando grandes proporções devido à grande preocupação com a escassez dos combustíveis fósseis que ainda são a principal fonte de energia utilizada em todo o mundo como o petróleo, o gás natural, a energia nuclear e o carvão mineral.


Exemplos captação de energias renováveis: solar e eólica.


Muito mais que uma fonte de energia, o petróleo também pode ser encontrado em diversos segmentos da indústria e no nosso dia a dia em itens que nem imaginamos como no asfalto e em garrafas de plástico, alguns outros exemplos são:

  • Chiclete/goma de mascar: a goma que dá a consistência do chiclete é feita de derivados do petróleo como resina e parafinas.

  • Tecido: náilon, acrílico e poliéster, materiais muito utilizados na indústria do vestuário e em itens como cortinas e tapetes também possuem elementos derivados do petróleo.

  • Corante de alimentos: corantes, conservantes e flavorizantes também podem conter derivados da matéria prima.

  • Cosméticos: o batom pode conter vaselina, que é derivada do petróleo e possui ação hidratante. Outros itens de beleza como perfumes e produtos para cabelo também podem conter derivados.

  • Giz de cera: muito utilizado pelas crianças, o giz também é derivado da parafina, e adivinhem? Ela é uma cera sólida feita a partir do petróleo.

  • Indústria farmacêutica: o benzeno, derivado do petróleo, também utilizado na composição de alguns remédios como analgésicos.


QUAIS OS MAIORES PLAYERS NO MERCADO INTERNACIONAL?


A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou que em 2019 foram consumidos mundialmente 100 milhões de barris de petróleo mundialmente (1 barril aprox. 160 litros), desse total, 70% foram produzidos por 10 países, são eles:

A liderança estadunidense não é tão recente, os EUA conseguiram ultrapassar a Rússia e a Arábia Saudita pela primeira vez em 40 anos apenas em 2015.


Já em questão de reservas, temos outro cenário. O Brasil já aparece numa colocação mais abaixo (15ª) e a Venezuela é a líder mundial segundo os dados de 2019:


PARA ONDE O BRASIL EXPORTA E DE ONDE O BRASIL IMPORTA PETRÓLEO?


Em 2019, os óleos brutos de petróleo ocuparam o 2º lugar no ranking dos produtos mais exportados pelo Brasil, sendo a China o principal destino (64%). Esse ano, com o aumento da demanda chinesa por minério de ferro, o petróleo caiu para a 2ª colocação dos principais produtos exportados, mas a China mantém a liderança com 63%.


Confira os principais destinos do nosso petróleo:

Como o Brasil ainda não é capaz de refinar todo o petróleo para consumo interno, nós também recorremos à importação para suprir nossa demanda interna sendo os principais exportadores a Arábia Saudita, a Argélia, EUA e Nigéria.


O QUE É A OPEP?


A Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) ou em inglês, Organization of the Petroleum Exporting Countries (OPEC) foi fundada em 1960 em Bagdá pelo Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela. Atualmente, sua sede é em Viena, na Áustria, e os 13 membros representam quase 80% das reservas de petróleo no mundo, são eles: Líbia (desde 1962), Emirados Árabes (1967), Argélia (1969), Nigéria (1971), Gabão (1975), Angola (2007), Guiné Equatorial (2017) e Congo (2018), além dos 5 fundadores.


A criação da OPEP teve como principal objetivo combater as empresas que controlavam o mercado mundial de petróleo, sendo cinco empresas dos EUA (Chevron, Exxon, Gulf, Mobil e Texaco), uma anglo-holandesa (Shell) e uma britânica (British Petroleum). Essas empresas se aproveitavam dos países que possuíam grandes reservas, mas não tinham potencial de explorar, pagando baixos royalties e obtendo lucros absurdos.

No entanto, a partir da criação dessa organização internacional, houve um aumento no pagamento dos royalties gerando ganho econômico aos países membros. Durante os 2 grandes choques do petróleo na década de 70 (1973 e 1979), a OPEP teve papel crucial na limitação da produção e exportação do petróleo, evitando a disparidade entre a oferta e a demanda que reduziria os preços, assim como aconteceu recentemente na crise atual gerada pelo coronavírus.


Iara é graduanda em Relações Internacionais e Comércio Exterior. Produtora de conteúdo na página ComexLand com experiência de mercado na área comercial, de logística e importação.

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